Thera Dai pode tornar-se primeira bastonária Ordem dos Advogados de Moçambique

10/04/2026

A advogada Thera Dai submeteu esta quarta-feira, 25 de março, na sede da Ordem dos Advogados de Moçambique, na cidade de Maputo, a sua candidatura ao cargo de bastonária, tornando-se a primeira mulher a concorrer à liderança da instituição desde a sua criação.

“Hoje formalizo a minha candidatura a bastonária da Ordem dos Advogados de Moçambique, com um profundo sentido de responsabilidade e compromisso com a classe”, declarou a jurista no acto de entrega da candidatura.”

Com passagem recente pelos órgãos directivos da Ordem, onde exerceu funções como vice-presidente do Conselho Provincial de Maputo entre 2020 e 2023 e conselheira responsável pelos pelouros de Administração, Finanças e Género no actual mandato, Thera Dai sustenta que reúne condições para liderar a instituição num momento considerado exigente para a advocacia no país.

Segundo a candidata citada pela Revista da Lusofonia, a participação activa na direcção permitiu-lhe acompanhar de perto os principais desafios enfrentados pela organização.

“Faço parte do actual mandato, o que me permitiu conhecer de perto os desafios da nossa instituição. É precisamente esse conhecimento que me dá clareza sobre o que deve evoluir e ser melhorado”, afirmou.

Entre as principais propostas apresentadas destacam-se o reforço da voz dos advogados, a melhoria das condições de exercício da profissão e o fortalecimento da presença institucional da Ordem no debate público e jurídico nacional.

“Apresento-me com uma visão clara: dar voz aos advogados, criar melhores condições de exercício da profissão e reforçar a presença institucional da Ordem. Porque quem defende o advogado, defende o Estado de Direito”, sublinhou.

A candidatura de Thera Dai surge num contexto de crescente debate sobre o presente e o futuro da advocacia moçambicana, marcado por desafios profissionais, institucionais e pela necessidade de adaptação às novas dinâmicas do sistema de justiça.

A formalização do processo eleitoral abre assim um novo capítulo na discussão sobre o papel da Ordem dos Advogados e a liderança da classe jurídica em Moçambique.

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